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  • O excesso de informação quase me fez perder o foco

    Percebi nesses últimos dias de estudo que minhas redes sociais foram migrando completamente para conteúdo de programação. Com isso, apareceu uma chuva de anúncios de cursos com os ganchos mais aleatórios que você pode imaginar.

    “Carreira DEV com IA em 3 meses e salário de júnior.”

    “Entre no mercado sem experiência em 6 meses com nosso método.”

    “Aprenda inglês para programação e conquiste sua fluência até o final do ano.”

    Cara… eu fiquei olhando para aquilo e percebi uma coisa: a repetição semeia ideias.

    Há alguns dias, eu e minha esposa conversávamos sobre ter nosso primeiro filho. Ela comentava, já fazia mais de um mês, que sempre que tinha contato com um bebê ficava com vontade de ter um filho.

    Somos casados, temos planos de construir nossa família e ser pai é um dos meus maiores sonhos.

    Em uma dessas conversas eu disse:

    — Amor, é só você parar o remédio.

    Ela respondeu:

    — Não, amor. Eu quero ter filho só no ano que vem.

    Aquilo me deu um estalo.

    Percebi que a repetição estava começando a plantar uma ideia dentro de mim. Então pedi para ela tomar cuidado com esse assunto. Não porque eu não queira um filho — muito pelo contrário —, mas porque, se existe um prazo definido por nós, ficar alimentando diariamente um desejo que ainda não é o momento de viver pode gerar uma expectativa desnecessária. E expectativa, quando não é administrada, pode virar frustração.

    Foi aí que eu fiz uma ligação com os meus estudos.

    Antes desse episódio, eu já estava pensando:

    “Caraca… são quatro anos de faculdade.”

    “Estou estudando todos os dias há 45 dias.”

    “Tem Algoritmos, Lógica, Git, GitHub, Python, Linguagem C…”

    Ao mesmo tempo, minha rede social dizia que existia um caminho muito mais rápido. Que eu poderia chegar no mesmo lugar em poucos meses.

    Sem perceber, aquilo também começou a plantar uma semente em mim.

    Depois dessa conversa com minha esposa, minha cabeça desbloqueou.

    Percebi que eu precisava filtrar o conteúdo que consumia.

    Passei a escolher melhor quem acompanho, quais vídeos assisto e quais assuntos realmente merecem minha atenção.

    O objetivo que procuro não é simplesmente ganhar um salário maior.

    Hoje eu já tenho uma boa remuneração com o meu empreendimento.

    O que eu quero é construir uma nova carreira.

    Por isso, não estou desesperado para conseguir o primeiro estágio ou conquistar a primeira vaga o mais rápido possível.

    Estou preocupado em construir uma base sólida.

    Quero aprender de verdade.

    Quero entender o que estou fazendo.

    Quero chegar preparado quando a oportunidade aparecer.

    O excesso de informação tentando vender resultados rápidos quase me fez perder o foco.

    Sem perceber, quando começo a achar que meu processo vai demorar e vejo pessoas aparentemente chegando no mesmo objetivo com muito mais facilidade, minha cabeça tende a querer consumir cada vez mais conteúdo procurando uma fórmula mágica.

    E, enquanto procuro a fórmula mágica, deixo de fazer aquilo que realmente importa: estudar.

    Hoje eu tenho alguns guard rails para me proteger de mim mesmo.

    Filtrei quem acompanho.

    Defini o que vou estudar.

    Parei de correr atrás de todos os atalhos que aparecem na internet.

    Porque, no fim das contas, o único capaz de atrapalhar todos os meus planos é aquele que está na minha frente quando olho para o espelho.

    E vencer essa pessoa todos os dias tem sido o meu maior objetivo.

    Seguimos em frente.

  • A repetição abriu uma porta que eu não enxergava

    Estudando Algoritmos e Lógica de Programação do Gustavo Guanabara, na minha introdução ao mundo DEV, comecei a achar que aquilo seria um verdadeiro “bicho de sete cabeças”. Tinha exercícios que eu não conseguia fazer, aulas de 30 ou 40 minutos que demoravam de 2 a 3 horas para eu conseguir concluir e, confesso, no meio do processo eu achava que não seria capaz de compreender lógica de programação. O Visualg foi um caos para mim.

    Conversando com a IA sobre o meu progresso, eu sempre descrevia que estava tendo muita dificuldade para entender os problemas e a lógica. Nisso começaram a vir alguns flashes de momentos da minha infância, quando eu também “empacava” em alguns assuntos da escola.

    Foi aí que a IA me disse uma coisa:

    “Você precisa ser exposto a mais exemplos para entender melhor o contexto do que está tentando fazer.”

    Naquele dia eu parei o curso e fui assistir a um vídeo do Akita. E, para minha surpresa, ele falou algo muito parecido. Disse que precisamos nos expor a muitas linhas de código para aprendermos por associação. Como se o ato de copiar código manualmente fosse criando repetições e padrões, e o cérebro começasse, aos poucos, a entender aquilo naturalmente.

    Fiz a prova do curso de Algoritmos e, para ser sincero, precisei da IA para me ajudar em praticamente todas as questões. Cada exercício de múltipla escolha me consumia muito tempo, porque eu precisava entender toda a explicação até conseguir chegar na resposta.

    Confesso que minha cabeça doeu. Meu cérebro fritou. Em alguns momentos quase fui para o famoso “copia e cola”, porque seria muito mais rápido.

    Mas insisti.

    Passei na prova e fui para o Python Mundo 1.

    E, cara… foi a melhor experiência que tive com lógica até agora.

    A linguagem é muito boa, mas acredito que o principal motivo tenha sido outro: eu já tinha sido exposto à lógica várias vezes. Aquela repetição, agora em outra linguagem, fez muita coisa começar a fazer sentido. Passei a absorver muito mais conteúdo e com muito mais facilidade.

    A IA, que no primeiro curso era praticamente uma muleta para mim, hoje realmente tem se transformado em uma ferramenta.

    Também desliguei o Copilot do VS Code e resolvi meter as caras sozinho.

    E, para minha surpresa, tem fluído incrivelmente bem.

    Hoje percebo que quebrei uma cadeia de pensamento e abri uma porta para múltiplos aprendizados. Entendi que consigo transitar entre o curso de inglês, os estudos de teologia, a faculdade de Engenharia de Software e os cursos do Guanabara porque descobri a forma como eu aprendo.

    Se eu não sei fazer um exercício ou fico agarrado em algum conteúdo, eu simplesmente procuro mais exemplos.

    Vejo mais códigos.

    Copio.

    Pratico.

    Estudo o que copiei.

    Faço novos exercícios.

    Tento criar alguma coisa sozinho.

    E, quando travo de novo, volto para mais exemplos.

    Hoje eu entendi que aprender, para mim, é isso: exposição e repetição.

    Então fica aqui uma frase que quero levar para toda essa jornada:

    Estude. Pratique. Pratique. Copie. Estude. Copie. Estude o que copiou. Pratique novos exercícios. Tente criar a partir do que tem praticado. Copie novos códigos. Estude os códigos copiados. Pratique. Continue estudando.

    Porque foi assim que a programação começou a fazer sentido para mim.

  • Por que decidi construir em público: minha volta para a tecnologia depois de 15 anos

    Durante muito tempo, eu imaginei que minha história profissional estaria ligada à tecnologia. Aos 19 anos, comecei uma graduação na área de Software, mas naquele momento a vida me levou por outro caminho.

    Eu interrompi minha graduação para empreender no mercado de hardware. Naquela fase, fui movido por aquilo que pagava minhas contas e sustentava meus sonhos, mesmo que não fosse exatamente aquilo que mais movia o meu coração.

    E foi uma decisão importante. Durante os últimos 15 anos, construí uma trajetória empreendendo, liderando projetos, desenvolvendo pessoas e aprendendo na prática sobre negócios, desafios e responsabilidades.

    Minha história com o hardware sempre foi muito especial. Até hoje empreendo no ramo de venda e manutenção de celulares, uma área que me ensinou muito e que faz parte de quem eu sou.

    Mas com o passar dos anos, algo continuou vivo dentro de mim: a vontade de criar, desenvolver e construir soluções através da tecnologia.

    Hoje entendo que não estou começando do zero. Estou voltando para a tecnologia trazendo uma bagagem que eu não tinha aos 19 anos.

    A experiência de empreender, liderar pessoas, resolver problemas e enxergar necessidades reais do mercado se tornou parte da minha formação. Agora, quero unir tudo isso ao desenvolvimento de software e construir uma nova fase da minha carreira.

    Por isso decidi construir em público.

    Este blog nasce como um registro da minha jornada. Aqui quero compartilhar meus estudos, meus aprendizados, meus erros, minhas conquistas e os projetos que vou desenvolver ao longo do caminho.

    Acredito que uma das melhores formas de aprender é ensinar. Quando compartilhamos aquilo que estamos vivendo, além de consolidar nosso próprio conhecimento, também podemos ajudar outras pessoas que estão passando por uma fase semelhante.

    Nos próximos capítulos, você vai acompanhar minha caminhada na Engenharia de Software, meus estudos de programação, meus projetos pessoais e a construção do Evoloop, uma ideia que nasceu da vontade de criar uma solução para uma dor real da nossa geração.

    Eu não sei exatamente onde essa jornada vai me levar, mas sei que ela será construída com estudo, consistência e propósito.

    Se você também gosta de tecnologia, empreendedorismo, aprendizado contínuo ou simplesmente quer acompanhar alguém construindo algo do zero, seja bem-vindo.

    Este é apenas o primeiro capítulo.