Estudando Algoritmos e Lógica de Programação do Gustavo Guanabara, na minha introdução ao mundo DEV, comecei a achar que aquilo seria um verdadeiro “bicho de sete cabeças”. Tinha exercícios que eu não conseguia fazer, aulas de 30 ou 40 minutos que demoravam de 2 a 3 horas para eu conseguir concluir e, confesso, no meio do processo eu achava que não seria capaz de compreender lógica de programação. O Visualg foi um caos para mim.
Conversando com a IA sobre o meu progresso, eu sempre descrevia que estava tendo muita dificuldade para entender os problemas e a lógica. Nisso começaram a vir alguns flashes de momentos da minha infância, quando eu também “empacava” em alguns assuntos da escola.
Foi aí que a IA me disse uma coisa:
“Você precisa ser exposto a mais exemplos para entender melhor o contexto do que está tentando fazer.”
Naquele dia eu parei o curso e fui assistir a um vídeo do Akita. E, para minha surpresa, ele falou algo muito parecido. Disse que precisamos nos expor a muitas linhas de código para aprendermos por associação. Como se o ato de copiar código manualmente fosse criando repetições e padrões, e o cérebro começasse, aos poucos, a entender aquilo naturalmente.
Fiz a prova do curso de Algoritmos e, para ser sincero, precisei da IA para me ajudar em praticamente todas as questões. Cada exercício de múltipla escolha me consumia muito tempo, porque eu precisava entender toda a explicação até conseguir chegar na resposta.
Confesso que minha cabeça doeu. Meu cérebro fritou. Em alguns momentos quase fui para o famoso “copia e cola”, porque seria muito mais rápido.
Mas insisti.
Passei na prova e fui para o Python Mundo 1.
E, cara… foi a melhor experiência que tive com lógica até agora.
A linguagem é muito boa, mas acredito que o principal motivo tenha sido outro: eu já tinha sido exposto à lógica várias vezes. Aquela repetição, agora em outra linguagem, fez muita coisa começar a fazer sentido. Passei a absorver muito mais conteúdo e com muito mais facilidade.
A IA, que no primeiro curso era praticamente uma muleta para mim, hoje realmente tem se transformado em uma ferramenta.
Também desliguei o Copilot do VS Code e resolvi meter as caras sozinho.
E, para minha surpresa, tem fluído incrivelmente bem.
Hoje percebo que quebrei uma cadeia de pensamento e abri uma porta para múltiplos aprendizados. Entendi que consigo transitar entre o curso de inglês, os estudos de teologia, a faculdade de Engenharia de Software e os cursos do Guanabara porque descobri a forma como eu aprendo.
Se eu não sei fazer um exercício ou fico agarrado em algum conteúdo, eu simplesmente procuro mais exemplos.
Vejo mais códigos.
Copio.
Pratico.
Estudo o que copiei.
Faço novos exercícios.
Tento criar alguma coisa sozinho.
E, quando travo de novo, volto para mais exemplos.
Hoje eu entendi que aprender, para mim, é isso: exposição e repetição.
Então fica aqui uma frase que quero levar para toda essa jornada:
Estude. Pratique. Pratique. Copie. Estude. Copie. Estude o que copiou. Pratique novos exercícios. Tente criar a partir do que tem praticado. Copie novos códigos. Estude os códigos copiados. Pratique. Continue estudando.
Porque foi assim que a programação começou a fazer sentido para mim.